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Things you’ll never learn from teachers and books, stories that go beyond learning English – Part 4/Coisas que você nunca vai aprender de professores e livros, estórias que vão além de aprender inglês – Parte 4

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Edinburgh: A ghost tour and the scariest thing ever

 

I was in Edinburgh with my husband last week. We had a great time. Such an atmospheric city, with amazing architecture and friendly people.

 

Edimburgo: passeio fantasma e a coisa mais assustadora de todas

Estive em Edimburgo com meu marido semana passada. Para quem não está muito be mem geografia: é a capital da Escócia. Foi ótimo. Uma cidade tão misteriosa e especial, com uma arquitetura surpreendente e pessoas gentis.

A church that was turned into a rock’n’roll bar/Uma igreja que virou bar de rock

 

A castle on the top of a mountain, a palace where you can visit the chambers of Mary Queen of Scots (such a gloomy place you wonder how come she did not commit suicide before being beheaded), alleyways, passages, ubiquitous stone stairway steps made concave with centuries of foot traffic, and occasionally a Scotsman in a kilt playing bagpipes.

Um castelo no topo de uma montanha, um palácio onde se pode visitar os aposentos de Maria Rainha dos Escoceses (um lugar tão sombrio que a gente se pergunta como foi que ela não cometeu suicidio antes de ser decapitada), becos, passagens, frequentes escadarias com degraus tornados côncavos por séculos de tráfego de pedestres, e de vez em quando um escocês vestindo saiote típico tocando gaita de foles.

 

The Castle/O Castelo

Stairways and passages everywhere/Escadarias e passagens por todo lado

View from inside the Holyroodhouse palace grounds/Vista de dentro do patio do palácio Holyroodhouse

 

 

All this against cold – very cold for my Brazilian albeit gaucho standards – and foggy weather.

 

Because the city is so famous for its history of supernatural phenomena, I proposed we go on a ghost tour – or something of sorts.

 

Tudo isso em um clima frio – muito frio para os meus padrões brasileiros, ainda que gauchos –  e com neblina.

Porque a cidade é tão famosa pelo seu histórico de fenômenos sobrenaturais, eu propus que fôssemos fazer um passeio – uma turnê – fantasmagorica, ou algo do tipo.

‘Err, a ghost tour, Cristina?’

‘Yes, sure, why not?’

‘Ãh, uma turnê fantasmagórica, Cristina?’

‘Sim, claro, por que não?’

 

He agreed. I bought the tickets online – even ghosts are accessible online these days – and on the tour we went.

Ele concordou. Comprei as entradas online – até fantasmas dá para acessar online hoje em dia – e lá fomos nós.

At night. Of course.
À noite. Claro.

It was a lot of fun just trying to find our guide among so many others in the apparently thriving business of Edinburgh haunted tours. I approached different groups of people trying to locate our supernatural-loving fellows. It seems all tours arrange to meet near Saint Giles Church, in the centre of the old town.

 

I went about asking:

‘Is this the Double Dead Tour?’

‘No, this is the Witchery one.’

‘Is this the Double Dead Tour?’

‘Sorry, we’re Werewolves, Vampires and Ghouls’

‘Double Dead?’

‘ No, this is Free Ghost.’

‘mmm, Double… Dead?’

Yes!

 

Eventually I find David, our guide. Listen to what he told us before our tour began on that cold, rainy night in Edinburgh.

Já foi muito divertido tentar encontrar nosso guia por entre tantos outros no que parece ser o promissor negócio de turnês assombradas de Edimburgo. Abordei diferentes grupos de pessoas enquanto tentava achar os nossos parceiros admiradores do sobrenatural. Parece que todas as turnês são organizadas para encontrar-se próximo à Saint Giles Church, no centro da cidade velha.

Fui perguntando:

Esta aqui é a turnê dos Duplamente Mortos?

Não, esta aqui é a da Bruxaria.

Esta aqui é a turnê dos Duplamente Mortos?

Ah, não é não. A gente aqui é Lobisomens, Vampiros e Espíritos Macabros.

Duplamente Mortos?

Não. Fantasmas Grátis.

Mmm. Duplamente… Mortos?

Sim!

Por fim encontro David, nosso guia. Ouça o que ele nos disse antes da nossa turnê iniciar, naquela noite fria e chuvosa em Edimburgo.

 

The Double Dead Tour is called ‘double’ because we go to two reputedly haunted places, the Underground Vaults, and the Covenanters’ Prison.

 

 

 

The Vaults are a series of underground chambers which, so David told us, were sought by the poor and the homeless for shelt Covenenter’s er from the countless cold nights. There’s not much air in there – at least that’s the sensation you get from being in the Vaults. It’s all mouldy, humid and, of course, because it’s all underground, there are no windows.

 

The Covenanters’ Prison turned out to be a cemetery adjacent to the official cemetery, called Greyfriars Kirkyard, where thousands have been buried since the 16th century. Apparently bones came to the soil surface after a particularly strong rainy season some ten years ago, so you have an idea of how many bodies lay hidden in the area.

 

 

According to Jan-Andrew Henderson, author of the e-book ‘The City of the Dead,’ which we’re sent to download when we register for the tour

 

‘Greyfriars is literally a mountain of dead people.’

 

The Covenanters’ Prison, the other ‘attraction’ in our tour, ‘turned out’ be an adjacent cemetery because, following David’s account, what was initially a prison for religious and ideological opponents to the ruling king became their very burial place. No wake, no funeral.

 

With barely any food, they were all left imprinsoned there to die. In Henderson’s account:

 

‘Twelve hundred survivors were imprisoned in the Covenanter’s Prison’ without proper shelter or food – making it, in effect, the world’s first concentration camp.’

 

So there we were, being told ghastly stories about humans long dead, victims and perpetrators.

 

A turnê Duplamente Mortos é “duplamente” assim porque nela vamos a dois lugares supostamente assombrados, as Galerias – ou abóbadas – Subterrâneas e a Prisão dos Pactuantes (só traduzi para esclarecer a palavra; daqui em diante seguimos com o nome em inglês, Covenanters).

 

As Galerias são uma série de câmaras subterrâneas as quais, assim nos relatou David, eram procuradas pelos pobres e sem teto como abrigo nas incontáveis noites frias da cidade. Não tem muito ar lá dentro – pelo menos essa é a sensação que você tem quando esta nas Galerias. Ali tem mofo, humidade e, claro, por serem subterrâneas, não têm janelas.

 

A Prisão dos Covenanters transformou-se em um cemitério adjacente ao cemitério oficial, chamado Greyfriars Kirkyard (“kirk” é church), onde milhares foram enterrados desde o século XVI. Aparentemente ossos subiram à superfície do solo depois de uma época de chuvas mais fortes há mais ou menos 10 anos, e assim você tem ideia de quantos corpos se encontram ocultos na área.

 

De acordo com Jan-Andrew Henderson, autor do livro eletrônico “The City of the Dead,” que nos é enviado para baixar quando nos increvemos para a turnê

“Greyfriars é literalmente uma montanha de pessoas mortas.”

 

A Prisão dos Covenanters, a outra “atração” da turnê, “tornou-se” um cemitério adjacente porque, segundo o relato do David, o que era inicialmente uma prisão para aqueles que se opuseram religiosa e ideologicamente ao rei em exercício acabou sendo seu proprio local de enterro. Sem velório, sem sepultamento.

Com praticamente nada de comida, foram deixados ali presos para morrer. No relato de Henderson:

 

“Um mil e duzentos sobreviventes foram aprisionados na Prisão dos Covenanters sem abrigo ou alimentação adequada, fazendo da prisão o primeiro campo de concentração.”

 

E assim lá estávamos nós, ouvindo histórias horripilantes sobre seres humanos mortos há muito, vítimas e algozes.

The Greyfriars’ Kirkyard gate / A entrada do cemitério Greyfriars

inside the cemetery / dentro de cemitério

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

But what’s really – really – scaring in Edinburgh, in Porto Alegre, in the Middle East, in New York and in the most remote end of my federal state in Brazil, and anywhere else in this world? We didn’t see any ghosts…

If you still haven’t guessed, I’ll help you: what is really spooky about this world is the fact that we can have beauty and creativity side by side with historical – and contemporary – horrors such as the events involving the Covenanters’ Prison. It is spooky that we can be great enough to have something so wonderful as the arts, sciences, philosophies, literature and love, and at the same time be limited and stupid enough to kill others because they don’t think like us, or because we don’t think like them. And I make a point of saying it the other way round because it’s not about right or wrong, it’s about (in)tolerance.

 

The spookiest of all is that murders which happen as a consequence of religious or ideological or political intolerance are not only the concave steps of history only, They happen as I write. They happen as you read.

Intolerance and the space many of us allow it in our hearts and minds is the real ghost.

I also visited museums and exhibitions in Edinburgh and was absolutely marveled at all the beauty and ingenuity we human beings can produce. So just to make sure you don’t think I’m too negative, let me finish my post with a video of a sculpture that I saw at the National Museum of Scotland.

 

I felt he was going to lift his eyes any moment, look at me and start to speak, so real, so full of a soul.

Haste Ye Back!

Mas o que é realmente – realmente – assustador em Edimburgo, em Porto Alegre, no Oriente Médio, e Nova Iorque e em Cacequi e em qualquer lugar nesse mundo? Não vimos quaisquer fantasmas…

Se você ainda não adivinhou, vou lhe ajudar: o que dá realmente medo neste mundo é o fato de que podemos ter o belo e a criatividade lado a lado com horrores históricos – e contemporâneos – como os acontecimentos que envolvem a Prisão dos Covenanters. Dá medo que possamos ser grandiosos o suficiente para ter algo tão maravilhoso como as artes, ciência, filosofias, literatura e amor, e ao mesmo tempo limitados e estúpidos o suficiente para matar outros porque não pensam como nós, ou porque nós não pensamos como eles. E faço questão de dizer ao contrário porque não se trata de certo e errado; se trata de (in)tolerância.

O mais assustador de tudo é que os assassinatos que ocorrem como consequência de intolerância religiosa, ideológica ou politica não estão apenas nos degraus gastos da história. Eles acontecem enquanto eu escrevo. Acontecem enquanto você lê.

A intolerância e o espaço que muitos de nós damos a ela em nossos corações e pensamentos é o verdadeiro fantasma.

Também visitei museus e exposições em Edimburgo e fiquei absolutamente maravilhada com toda a beleza e engenhosidade que nós seres humanos podemos produzir. Então apenas para garantir que você não me acha negativa demais, deixe-me concluir meu post com a imagem de uma escultura que vi no Museu Nacional da Escócia.

Achei que ele ia levantar os olhos a qualquer momento, olhar para mim e começar a falar, de tão real, de tãoo imbuido de uma alma.

Volte sempre!

Hugh Miller Statue, National Museum Edinburgh, Scotland

 

 

 

 

 

Inglês: assim não dá, gente! Um desabafo amargo e doce ao mesmo tempo

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Sabe quando a gente precisa compartilhar uma coisa que há tempos está incomodando, mas faz de conta que está tudo bem? Caramba, com as ofertas de desenvolvimento de inglês no Brasil, online, offline, above and below the line, onde for, não está tudo bem, não!

Convido você a pesquisar “Brazilian English” no Google. Se você não quiser ir ver por si, já adianto: são comentários um tanto preocupantes. São críticas, muitas críticas! E qual é a razão dessas críticas?

Para quem está de fora escutando muitos de nós falar, a impressão é de que brasileiros, na media, simplesmente não conseguem falar bem inglês. Será fato ou um preconceito?

Quando se trata de candidatos em processos seletivos (algo que faço com frequência), vejo que existe uma realidade de insuficiência, sim.

Na minha consultoria avaliamos o inglês de candidatos em processos seletivos

Acontece que essa insuficiência – que agora compartilho – é muitas vezes resultado de ofertas enganosas. Quer dizer, os aprendizes brasileiros confiam em muitas soluções que não entregam conhecimento maduro, real. É um pouco da marca nacional, se é que me entendem… E como vão fazer? Se buscam ajuda, isso quer dizer que, por si, a maioria de nós não consegue avaliar cursos e materiais.

‘Help me!’

Com esses mal-estar e desabafo, tenho a obrigação de compartilhar a minha experiência de forma mais marcante e participative: eu e minha equipe trabalhamos com inglês profissional há mais de 20 anos – temos diversas publicações especificas para o uso do inglês no trabalho e o nosso mundo é achar caminhos para facilitar a profissionalização da comunicação internacional dos brasileiros. Como disse meu falecido editor, aquele me publicou primeiro, fomos três autores que modificamos o ensino de inglês no Brasil, Ron Martinez (aquele do Como Dizer Tudo em Inglês…), Michael Jacobs e seu Como não Aprender … e eu, com o Inglês Urgente para Brasileiros. Achei bacana quando ouvi isso, mas nunca de fato tinha me apropriado dessa verdade. Acredito que escrevendo isso aqui começo finalmente a fazê-lo.

O destaque é para a capa da nova edição. A outra saiu há 19 anos e já estava graficamente meio passadinha.

 

Mas o ponto é: precisamos fazer alguma coisa para combater as soluções milagrosas que são oferecidas online e nas prateleiras das livrarias. Por quê? Porque na ideia do “milagre” está uma subversão. “Milagre” significa que as coisas não vão acontecer como normalmente acontecem. Alguém vai segurar água com as palmas das mãos voltadas para baixo, vai caminhar na parede, vai… aprender inglês sem “estudar”, sem se concentrar, sem pensar, sem nada, enfim. Vai aprender inglês por quimica oculta.

 

Alquimia. Milagre.

Ou seria bruxaria?

A triste alternativa à magia é que se vai estar aprendendo de alguém que, ele mesmo, não sabe muito. mmm sério?

Exemplo: recebi o link de um video de um professor de inglês, conhecido por ter uma presença online muito forte. Não vou mencionar o nome dele – nem tanto porque é antiético, e sim mais porque é  realmente desagradável ficar apontando os erros dos outros. Aponto to make my point. E só vou até ali. Deve bastar.

Enfim, resolvi assistir o tal video para saber como ele conduz a produção dos seus videos, eu mesma já tendo feito alguns. Afinal, estamos todos vendendo online por esses dias. Estava pensando se eu podia aprender alguma coisa.

Mas me deparei com algo bem diferente.

A pronúncia do inglês é cheia de meandros, detalhes, coisas que a gente nem imagina. Algumas são impossiveis da gente saber, de tão particulares e dignas de figurar em armadilhas, mas outras são parte do conhecimento da língua em diferentes níveis. Em outras palavras, são coisas que quem ensina tem de saber.

Existem conhecimentos básicos, intermediários e avançados de pronúncia (e de estrutura e de vocabulário também, mas meu exemplo é de pronúncia, então estou focando nela). Aliás, usei essa classificação no meu Curso de Pronúncia online , depois de passar anos pensando nisso.

Snapshots do meu Curso de Pronúncia para Brasileiros.

Já se vão 16 anos desde o lançamento do meu Guia de Pronúncia para Brasileiros, livro que escrevi com o Philip White e a Fonoaudiologa Marta Zanetini. O Guia ensinou gente muito boa sobre falar inglês direito. Gente como o Denilso de Lima, do Inglês na Ponta da Língua. Olha que simpático o que ele comentou sobre o Guia:

O Guia de Pronúncia mudou de editora e em breve terá cara nova, mas por enquanto ainda é assim.

Essa ideia do conhecimento de pronúncia em níveis eu tive bem depois de escrever o Guia, depois de fazer workshops de pronúncia em empresas, em consulados e embaixadas do Brasil no exterior, também online, e sobretudo na minha cabeça, refletindo e pesquisando sobre esse conhecimento.

Workshops de Pronúncia em Brisbane, Wellington (na Embaixada do Brasil) e Sydney (no Consulado).

Então, você tem expectativa que seu professor saiba até o nível avançado, certo?

Bom, deixa eu mostrar, vai. Adorei quando vi minha nota 9 no speaking do IELTS, porque senti que estava no caminho certo quando optei por ensinar a pronúncia do inglês. A propósito, a nota mais alta do IELTS não é 10, e sim 9. E quem já fez esse teste sabe que o speaking é a única etapa nele em que a gente consegue ser natural; o resto – writing, reading e listening – avalia gestão do tempo tanto quanto – ou até mais do que – inglês.

Não lembro de quando tirei essa foto, mas agora percebo que estou bem com a cara de quem passa pelo estresse desse tipo de avaliação…

Pois é…Voltando ao assunto, então, tem esse conhecimento – coloquei na úlltima aula do nível intermediário do meu Curso de Pronúncia – que mostra que a gente fala a palavra com acento diferente conforme o papel que ela tem na frase. Assim:

Snapshot da aula 8 do Módulo Intermediário do Curso de Pronúncia.

No final da video-aula inclui uma lista. São várias palavras que tem essa caracteréistica, palavras comuns como record, present, conflict, dentre outras. E o sujeito e o objeto, subject and object, de que meu colega fala em seu video, casualmente, são palavras que estão nesse grupo, mas…

Ele errou sistematicamente a sílaba tônica das palavras object e subject, transformando “objeto” e “sujeito” em “objetar” e “sujeitar”. Então o discurso dele, traduzido –ou para ouvidos anglo-saxões, ficou mais ou menos assim:

Estes são os “pronomes objetar.” (em vez de “pronomes objeto”)

Aqueles são os “pronomes sujeitar.” (em vez de “pronomes sujeito”)

Mas claro, para quem não sabe que existe uma diferença na pronúncia marcando a função da palavra, esse erro não aparece. O que não quer dizer que não esteja ali. Pior do que isso, a meu ver, é que vai ter muita gente fazendo por “objetar” e “sujeitar” quando for falar de objeto e sujeito, e muita gente não sabendo dessa riqueza de recursos que a mera troca de sílaba tônica permite.

 

E, para continuar na linha do desabafo, tem também as promessas milagrosas:

Você pode apresentar hipótese, mas não pode garantir nada. Se pudesse, há muitos anos alguém já teria feito isso e tomado conta desse mercado.

 

É “aprenda inglês do jeito certo”, “aprenda inglês diferente”, “aprenda inglês agora”, amanhã, depois, anteontem… Pô, vai haver tantos jeitos quanto houver pessoas diferentes.

Ninguém está obrigado a um método.

Nenhum método resolve a vida de todo mundo.

Os métodos servem pra gente aprender; não são uma religião, panaceia, nem Pomada Minâncora, que minha mãe sempre recomendou para todo e qualquer problema de pele. Mas, o óbvio que precisa ser dito, se nem pomada Minâncora resolve tudo, e os dermatologistas que o digam, que dizer de um único método para responder a necessidade de aprendizagem de milhões de pessoas.

Ingles assim não dá gente!

Bom, depois desse desabafo já estou me sentindo melhor. E por favor, lembremos que conhecer – CONHECER – uma língua demora uma vida, se não for vidas mesmo, no plural. Então, quem tiver como colaborar comigo me mostrando o que eu eu ainda não sei – como eu creio ter colaborado compartilhando o que vejo que não está certo – por favor, agradeço a colaboração. Será muito bem-vindo(a).

Uma selfie que fiz com um Ogro na Nova Zelândia.

Images to change the world / Imagens para mudar o mundo

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Images to change the world / Imagens para mudar o mundo

 

Things you’ll never learn from teachers and books, stories that go beyond learning English/Coisas que você nunca vai aprender de professores e livros, estórias que vão além de aprender inglês

Images to change the world / Imagens para mudar o mundo

 

bilingual post/ post bilíngue – En-Pt

Different languages pick different areas of reality to illustrate their meaning. I’ll explain. Different languages use different metaphors. What is a metaphor?

A metaphor is an image of something: a gesture, a description, a comparison of something with something else, anything that talks about the thing without calling it by its name.

 

To give you a didactically exaggerated example, to use a metaphor is to employ one colour to describe another. In the word “metaphor” there is the idea of a transfer. So you transfer the traits or effects of a colour to another. But why would any one do such a thing?

I tell you, we do this all the time. And we do it for a reason.

In using metaphors we humans show what our concerns are. Our concerns as a culture, as individuals, as actors of a particular time in history.

Imagine I keep using the colour blue to talk about red. You will soon suspect I have a distinct linking for blue. Perhaps I am from Planet Venus , where everyone is blue, me being blue myself. But the fact that I insist on blue keeps blue on my mind. And on yours.

Got it? The other day we were talking about a few metaphors in English that show a concern for changing the world. So I thought it would be interesting – and very revealing – to name to you these few metaphors that occurred to us.

I leave it to you to reflect on the actual consequences of a culture picking such a promising theme for a recurring conversation topic. Because, of course, the more you talk about something, the more real it gets. This is not necessarily so in the physical world, but in that of ideas and focus, yes. This is the magic of words. And thus English is now is spoken all over the world, by so many different cultures.

Línguas diferentes selecionam diferentes áreas da realidade para ilustrar o que querem dizer. Vou explicar. Línguas diferentes usam metáforas diferentes. O que é uma metáfora?

Uma metáfora é uma imagem de alguma coisa: um gesto, uma descrição, uma comparação de uma coisa com outra, o qur quer que seja que fale sobre a coisa sem chamá-la pelo nome que ela tem.

Para dar a você um exemplo didaticamente exagerado, usar uma metáfora é empregar uma cor para descrever uma outra. Na palavra “metáfora” há a ideia de uma transferência. Então você transfere os traços ou efeitos de uma cor para outra. Mas por que alguém faria isso?

Olha, fazemos isso o tempo todo. E por uma razão.

Ao usar metáforas nós humanos mostramos quais são os nossos focos, onde está nossa atenção. Como cultura, como indivíduos, como atores de um determinado momento na HIstória.

Imagine que eu fique usando a cor azul para falar sobre vermelho. Você vai logo suspeitar que eu tenho uma clara inclinação pelo azul. Talvez eu seja do planeta Vênus , onde todo mundo é azul, eu mesma o sendo. Mas o fato de eu insistir no azul mantem o azul na minha mente. E na sua.

Entendeu? Outro dia falávamos sobre algumas metáforas em inglês que mostram uma preocupação com mudar o mundo. Então pensei que seria interessante – e muito revelador  – mencionar para você algumas dessas metáforas que nos ocorreram.

Deixo para você a reflexão sobre as verdadeiras consequências de uma cultura escolher um tema tão promissor para ser o assunto recorrente de suas conversas. Porque, claro, quanto mais você fala sobre alguma coisa, mais real ela se torna. Isso não necessariamente assim no nível físico, mas no mundo das ideias e do foco, sim. Essa é a mágica das palavras. Assim que o inglês é falado agora pelo mundo todo, por tantas culturas diferentes.

Yes, English has taken the world by assault.

That girl, she’s ok, we were together for a few months, but she didn’t move my world.

Hey, where are you going? Looks like you’re going to take the world by storm!

That team provides world-beating service – we have a lot to learn from them.

These are ideas of winning, of changing everything (the world is everything!) and of acting in a global scale.

Next time you wish to really effect something, try resorting to the right metaphors. Making fun or not, metaphors are a serious business. Which ones do you usually employ?

Na próxima vez que você desejar gerar um efeito de verdade, tente o recurso das metáforas certas. Fazendo humor ou não, metáfora é coisa séria. Quais você costuma usar?

 

Now, isn’t this an earth-shattering post?

 

learn more at the link https://en.wikipedia.org/wiki/National_symbols_of_England

Is just a guy enough? / Só um cara é suficiente?

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Things you’ll never learn from teachers and books, stories that go beyond learning English/Coisas que você nunca vai aprender de professores e livros, estórias que vão além de aprender inglês

 

Is just a guy enough? Só um cara é suficiente?

bilingual post/ post bilíngue – En-Pt

 

 

We hear the word ‘guy’ so often. As learners of English, we tend to settle for its use every time we refer to a man. We hardly ever consider that, yes, as in Portuguese and so many other languages, there are several other words that mean ‘man’. But do we know them? Do we even consider learning them? Are we aware that by learning these words we learn so much about different uses and users of English? Well, all I can tell you is that learning these words will enrich not only our vocabulary, but also allow us to view things in a broader cultural and linguistic perspective. And, rest assure, I have not heard of one single occasion where a broader perspective – of anything, for that matter – would not be a welcome thing.

 

 

See if you know any of these words. I have provided a brief explanation for each one of them, too.

Ouvimos a palavra ‘guy’ com tanta frequência. Como aprendizes de inglês, tendemos a nos contentar com seu uso cada vez que nos referimos a um homem. Dificilmente consideramos que, sim, assim como em português e tantas outras línguas, em inglês existem diversas outras palavras que querem dizer ‘homem”. Mas nós as conhecemos? Já consideramos aprendê-las? Estamos conscientes de que ao aprendermos essas palavras aprendemos muito sobre os diferentes usos e usuários de inglês? Bem, tudo que posso dizer é que aprender essas palavras vai enriquecer não apenas nosso vocabulário, mas também vai nos permitir ter uma visão das coisas em uma perspectiva cultural e linguística mais ampla. E, tenha certeza, não tenho notícia de uma ocasião sequer em que uma perpectiva mais ampla – de qualquer coisa, aliás – não tenha sido algo muito bem vindo.

Veja se você conhece qualquer uma dessas palavras. Também forneço uma explicação breve para cada uma delas.

guy – you might want to know that it can sound a bit disrespectful to call an elderly man a ‘guy’, not to mention the viral ‘you guys’ you hear in restaurants and shops as in ‘What can I get you guys?” and ‘Are you guys ready to order?’ Because nowadays anyone can be included under ‘guys’. While the word is widespread and its use, perfectly natural, sometimes it is just not the best thing to say. There’s an interesting story about a certain Guy Fawkes, who back in early 17th century led a conspiracy to blow up the British king and Parliament. The guy was executed.

 

know more about this Guy guy… and know more about the conspiracy he led, called the Gunpowder Plot

fellow – before ‘guy’ took over, most guys were just fellows…

 

dude – a boy or a man will call a friend ‘dude’. I believe it is more ‘male talk’, really. It’s related with surf culture and was employed to exhaustion in an American animated sitcom from the 90’s called Beavis and Butt-Head, which I simply hated. Here’s a short video with them with over 800,000 views. ‘Check it out, dude!’ Hope you’ll find it as hard to like as I always have. J

 

pal – a pal is a guy who is a friend. It is a nice way of calling others, and again it is more male than female talk. It’s another American word. Back in the time when we relied mostly on letters for being in contact with people from other countries and practicing our foreign language knowledge, there was something called a Pen Pal. I realise it’s still going. Now you know where PayPal got the inspiration of its name from.

 

bloke – it is the British equivalent of guy.

hombre – this is, of course, a Spanish word. When it is used in English it refers to someone – a guy – that comes from your hometown and/or who is also a member of your social group. Or gang.

geezer – London slang. If you’ve seen any of Guy Ritchie’s films (yes, him, immortalized as Madonna’s ex-husband – I guess he’d sooner be just him, but this is what you get when you liaise with the uberfamous), if you’ve seen his films, of which his first Lock, Stock and Two Smoking Barrels is a must-see, you must have heard the word ‘geezer’ a lot.

guy – você pode se interessar por saber que pode soar meio desrespeitoso chamar um homem mais velho de “guy”, sem falar no uso viral de ‘you guys’ que você escuta em restaurants e lojas como nas frases “What can I get you guys?” e “Are you guys ready to order?’ Porque hoje em dia todo mundo pode estar incluso na categoria “guys”. Ao passo que a palavra é muito difundida e seu uso, perfeitamente normal, `as vezes simplesmente não é a melhor coisa a dizer. Tem uma historia interessante sobre um tal Guy Fawkes, que no ineicio do século XVII liderou uma conspiração para explodir o rei e o parlamento britânico. Ele foi executado.

saiba mais sobre esse Guy guy… and saiba mais sobre a conspiração que ele liderou, chamada  Gunpowder Plot (Complô da Pólvora)

fellow –antes do “guy” tomar conta, a maioria dos guys (caras) eram apenas fellows (companheiros)…

dude – um menino ou homem chama a um amigo de “dude”. Acredito que seja mais “linguagem masculina”, mesmo. Tem a ver com a cultura do surfe e se ouve à exaustão no seriado cômico animado Americano dos anos 90 chamado Beavis and Butt-Head, que eu simplesmente detestava. Aqui tem um videozinho com eles, com mais de 800.00 visualizações. ‘Check it out, dude!’ (Confere aqui, parça!) Espero que você ache tão dificil gostar disso quanto eu sempre achei. J

pal – um “pal” é um cara que é um amigo. É um jeito simpático de chamar os outros, e mais uma vez, é uma linguagem mais masculina do que feminina. É outra palavra americana. No tempo em que a gente usava principalmente cartas para estar em contato com pessoas de outros paises e praticar nossos conhecimentos de linguas estrangeiras, existia algo chamado Pen Pal.Vejo aqui que ainda existe. Agora você sabe de onde que o PayPal tirou a inspiração para seu nome.

bloke – é o equivalente britânico do “guy”.

hombre – esta é, calro, uma palavra espanhola. Quando é usada em inglês se refere a alguém – um cara – que vem do mesmo lugar que você e/ou que ee membro de seu mesmo grupo social. Ou gangue.

geezer – gíria londrina. Se você já viu algum filme do Guy Ritchie (sim, o próprio, imortalizado como ex-marido da Madonna – acredito que ele preferiria ser apenas ele, mas é isso que você consegue quando vincula sua vida a de alguém muito famoso), se já viu seus filmes, dos quais o primeiro Lock, Stock and Two Smoking Barrels (Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes) tem de ser visto, você ouviu muito a palavra “geezer”.

Brad Pitt in Guy Ritchie’s Snatch (2000) – another must-see / outro filme que você tem de ver

mate – this is not a word you’ll hear in the US, but everyone there will understand that it means a male ‘friend’. And if you’re a man and use it in Australia and New Zealand you’ll be scoring a few points towards sounding natural.

codger – an old man, often derogatory; mainly British.

So you see, there’s this and a lot more. Clearly, just ‘a guy’ is never enough.

mate – essa não é uma palavra que você vai ouvir nos EUA, mas todos lá vão entender que quer dizer `’amigo”. E se você é um homem e usa essa palavra na Austrália e Nova Zelândia, você vai ganhar pontos no quesito naturalidade da fala.

codger – um homem mais velho, termo com frequencia considerado pejorativo; uso principalmente britânico.

Então veja, tem isso e muito mais. Claramente, só “um cara” nunca vai ser suficiente.

 

Coisas que você nunca vai aprender de professores e livros, estórias que vão além de aprender inglês – Parte 1 / Things you’ll never learn from teachers and books, stories that go beyond learning English – Part 1

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Things you’ll never learn from teachers and books, stories that go beyond learning English/Coisas que você nunca vai aprender de professores e livros, estórias que vão além de aprender inglês

 

Where is he from again? /De onde mesmo que ele é?

bilingual post/ post bilíngue – En-Pt

The love of my life is a “Pommie-Canuck-Kiwi-and-soon-to-be-Ozzie bastard”, as he himself enjoyed describing his identity to me. And he did so when I asked him about how he would like my idea to share our conversations and my questions to him on English and the Anglo-Saxon world, so everyone else who gets in contact with my work or goes to my website can have a good time in his company like I do.

On another post I’ll tell you how on Earth he’s managed to amass so many different nationalities in just one lifetime. I guess I could begin by writing about the words used to describe them on the first line of this post. I don’t think many of us in Brazil will know what they mean, so you’ll find them all explained in the following lines.

O amor da minha vida é um “Pommie-Canuck-Kiwi-and-soon-to-be-Ozzie bastard”, como ele mesmo achou graça ao descrever para mim sua identidade. Ele falou isso quando perguntei sobre o que ele acharia da minha ideia de compartilhar nossas conversas e minhas perguntas sobre inglês e o mundo anglo-saxão, de modo a que outras pessoas que entrem em contato com meu trabalho ou acessem o meu site possam se divertir na companhia dele como eu me divirto.

Em outro post eu te conto por que cargas d’água ele conseguiu reunir tantas nacionalidades diferentes em uma vida apenas. Creio que eu poderia começar escrevendo sobre as palavras usadas para descrevê-las na primeira linha deste post. Não acho que muitos de nós brasileiros saibamos o que significam. Você vai encontrá-las todas explicadas nas próximas linhas.

Us

 

A Pommie, also Pommy, is a British person. “Pommie” is a derogatory word, i.e., a word used to show the negative side of something or someone. “Pommie” is mostly used in New Zealand and Australia. British immigrants in Australia were originally called that way. As you may know, an important ingredient of British humour is self-deprecation, meaning, making fun of one’s self, which explains why he used this word to talk about his English citizenship.

 

 

WHat is a Pommie?

Know more about British Humour

 

A Canauck is a Canadian. On Wikipedia you’ll find that “English Canadians use “Canuck” as an affectionate or merely descriptive term for their nationality. It is not considered derogatory in Canada.” If you’d like to know more, click on the link Canuck explained.

 

What is a Kiwi? It is a bird. And because it is exclusively indigenous to New Zealand, it is the adopted, nearly informal, way of identifying a New Zealander. I like to say that a real Kiwi is the fourth Secret of Fatima – I’m not sure many native speakers of English care about or have heard about the Three Secrets of Fatima. So: The Three Secrets of Fatima

But why is a kiwi a secret? Well, because you travel across New Zealand to see but their shadow, when and if you manage to come close to one. They are big and cute flightless birds with tiny eyes and ridiculously long beaks. Sadly, because they are such easy preys, you will find them practically only in Zoos and specially protected natural environments.

Two kiwi birds scurrying here and there

 

Another word that might be new to you is Ozzie. Ozzie is another way of writing Aussie, which is a coloquial name for Australian. I find it particularly useful to spell Aussie as Ozzie because the “o” helps us Brazilians and peakers of Portuguese in general to pronounce AUstralia and AUstralian correctly, AU sounding as /ó/ rather than /au/. I recognise it is a big challenge to us who speak Portuguese and therefore are made to believe in vowels as having one, tops 2 different sounds!

 

The word bastard is again derogatory, but it can also be used affectionately, in a self-deprecating way. Who hasn’t heard it being literally translated as “bastardo” in one of those countless humdrum movies in Sessão da Tarde? But it can mean just a guy, which takes us to the topic of my next post, where I talk about the many different words there are to mean a “man” in English.

Cheers!

Um Pommie, também “Pommy”, é uma pessoa que nasceu no Reino Unido. “Pommie” é uma palavra depreciativa, ou seja, uma palavra usada para mostrar o lado negativo de algo ou alguém. “Pommie” é um termo usado principalmente na Nova Zelândia e Austrália. No início, os imigrantes britânicos na Austrália eram chamados assim.Como pode ser de seu conhecimento, um ingrediente importante do humor britânico é a auto-depreciação, o que significa fazer humor consigo mesmo, e explica por que ele usou essa palavra para falar de sua nacionalidade britânica.

 

Para saber mais sobre o termo Pommie: WHat is a Pommie?

Descubra mais sobre o humor britânico: Know more about British Humour

Um Canauck é um canadense. Na Wikipedia lemos que “Canadenses ingleses usam “Canuck” como um termo afetuoso ou simplesmente descritivo de sua nacionalidade. Não é [um termo] considerado depreciativo no Canadá.” Se desejar saber mais, clique no link Canuck explained

O que é um Kiwi? É um pássaro. E por ser exclusivamente oriundo da Nova Zelândia, é o jeito informal de identificar um neozelandês. Gosto de dizer que um kiwi de verdade é o quarto segredo de Fátima – acho que não são muitos nativo de língua inglesa que se interessam ou ouviram falar dos Três Segredos de Fátima, então aqui vai o link: The Three Secrets of Fatima

Mas por que um kiwi é um segredo? Bem, você viaja pela Nova Zelândia de cabo a rabo e vê só a sombra de um kiwi, isso se você conseguir se aproximar de um. São pássaros que não voam, grandes e queridos, com uns olhinhos pequeninhos e um bico absurdamente longo. É triste, mas por serem presas tão fáceis você os encontra praticamente só em zoológicos e ambientes naturais protegidos.

Dois kiwis correndo pra lá e pra cá

Outra palavra que pode ser nova para você é Ozzie. Ozzie é outro jeito de escrever Aussie, que é um nome coloquial para Australian (australiano). Acho especialmente útil a grafia de Aussie como Ozzie pois o “o” ajuda brasileiros e falantes de português em geral a pronunciar /óstréliã/ – AUstralia – e /óstréliãn/ – Australian – corretmente. o AU com som de /ó/ em vez de /au/. Reconheço que é um grande desafio para nós que falamos português e portanto fomos treinados para acreditar que vogais tem um, no máximo dois sons diferentes!

De novo, a palavra bastard é depreciativa, mas também pode ter um uso afetuoso, em tom auto-depreciativo. Quem não ouviu a tradução literal dessa palavra como “bastardo” em um daqueles incontáveis filmes agua-com-açúcar da Sessão da Tarde? Mas pode significar simplesmente “cara”, que nos leva ao assunto do próximo post, onde eu falo sobre diferentes palavras para dizer “homem” em inglês.

Abraços!

 

Communication is Power

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(English version)

THINKING, SPEAKING, ACTING

A single detail about my words makes the difference in my life

‘I’ll call you next week and we’ll arrange something’, Brazilians say.

Yeah, right. But ‘next week’ comes, and goes, and they don’t call you, correct?

I recall my first years as a businessperson, how hard it was for me to accurately interpret this piece of communication as I had the strong tendency to believe that, yes, the following week the person was going to call me and we would indeed arrange to meet.

Never mind, so is the business world, some would say. After all, in this world a lot is said which is not done.

And so we Brazilians carry on saying we will do things which we don’t. It is a common thing in our society. Does it happen only between clients and suppliers?

No, it does not. The next stop on our Empty Words Tour is the communication among friends.

‘Come by sometime.’

‘Give me a call so we can arrange to meet.’

‘By next week things will have calmed down a bit so I’ll…’

Yeah, right. But in a few months’ time we’ll see each other again and none of those promises – inconsequential promises, I know – will have been fulfilled. We and our fellow Brazilians won’t have come by. We won’t have called our friends. And things did calm down but we…

All good, we will all say. This is the way it is. In Brazil, among friends – or acquaintances – arranging to do something and not doing it is a usual thing. Anyway, one is always so busy.

Then we can say that among clients and suppliers, and among friends and acquaintances, to say one will do something and then failing to do it is a usual thing. And this is where it all ends, right?

Can we rely on the truthfulness of speeches, public promises, federal decrees in Brazil?

(the empty lines signal my silence. For us Brazilians this silence is an evident ‘no’)

I will not drag it out. Something, however, is worthy of notice: ‘common’ and ‘communication’ are words that share the same root. Following this observation, to ‘communicate’ is to make something common. Therefore, what is made common is that which I choose to communicate. It is a dynamic thing: Either I choose my words and habits or my words and habits make choices on my behalf. The second case happens because I am repeating things without thinking  about what I say – and without connecting myself with my words. And in doing so I fail to connect what I say with what I do, too.

The detail in my words – and in yours and ours – which makes all the difference in our lives is to connect them with what we do – words and actions going together.

And it makes all the difference in the world. When we hear that communication is power, it is because we create our reality through our communication and communication habits. When we Brazilians say we will do something and fail to do it, the reality we create is an empty one and the words we utter are emptied of their value.

What are you doing next week? J

THINKING, SPEAKING, ACTING – – – GOAL

Comunicação é poder

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Um detalhe em minhas palavras faz toda a diferença na minha vida

“Semana que vem eu te ligo e a gente combina”

Sei. Mas semana que vem vem, passa, e você não liga, certo?

Lembro dos meus primeiros anos como empresária, a dificuldade que eu tinha de enquadrar esse tipo de comunicação, porque eu tinha essa tendência sólida de acreditar que semana que vem… a criatura ligaria e a gente combinaria.

Ah, mas esse é o mundo dos negócios. Muito se diz que não é.

Seguimos assim, dizendo coisas que não são. É comum. E acontece apenas entre clientes e fornecedores?

Não. A próxima parada das palavras vazias é a comunicação entre amigos.

“Passa lá em casa.”

“Me liga pra gente se ver.”

“Semana que vem as coisas vão estar mais calmas e eu…”

Sei. Mas a gente se vê de novo daqui a alguns meses na rua e… nada daquelas promessas – promessinhas, sem consequência – se cumprirem. Não passei na sua casa. Não te liguei. As coisas ficaram mais calmas mas eu…”

Sem problemas, diremos todos. Isso é assim mesmo. Entre amigos – ou conhecidos – é comum combinar e não fazer. Estamos sempre tão ocupados.

Então entre clientes e fornecedores, e entre amigos e conhecidos, é comum dizer que se vai fazer e não se faz. E termina ai, certo?

Podemos confiar que promessas públicas, que decretos federais, que discursos determinados, enfim, se cumprirão?

 

(a linha vazia é o meu silêncio)

Não vou me estender. Apenas um lembrete: “comum” e “comunicação” são palavras que tem a mesma raiz: comunicar é tornar comum. Portanto o que se torna comum é o que eu escolho comunicar. Mas tem uma dinâmica nisso. OU eu escolho as minhas palavras e hábitos, OU minhas palavras e hábito escolhem por mim. No último caso, é porque sigo repetindo sem pensar – e sem me conectar – com o que digo, e o que eu digo, com o que eu faço.

O detalhe em minhas – suas, nossas – palavras que faz toda a diferença na minha – sua, nossa vida – é conectar a fala com a ação.

E faz toda a diferença. Quando se diz que comunicação é poder,  é porque através da comunicação e do hábito de comunicar criamos a nossa realidade. Quando dizemos que vamos fazer, e não fazemos, criamos uma realidade vazia e removemos o valor das nossas palavras.

O que você vai fazer semana que vem? J

Desafio de Pronúncia do Inglês. O Erro comum nas palavras com TH.

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Desafio de Pronúncia do Inglês. O Erro comum nas palavras com TH.

É com palavras comuns que a gente mais erra. Exatamente por serem comuns e receberem pouca atenção na hora de falar inglês.

A tendência do brasileiro é acidentalmente forçar o som final das palavras com uma vogal que não existe, e isso pode causar mal entendidos que ninguém quer!

Esse Desafio de Pronúncia está bem prático!

E para completar, os exercícios grátis de hoje:

  1. Áudio nativo com dicas e pronúncia de palavras com TH.
  2. Como Pronunciar o TH e palavras que terminam com consoante

Baixe Grátis Aqui:

 

Pronúncia: Como Pronunciar em inglês palavras que terminam com consoantes?

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Desafio de Pronúncia do inglês: Palavras que terminam em consoante.

No português, as palavras terminam com um “ponto de ouvido” diferente do inglês, e o BRenglish mais uma vez entra em cena…

Como pronunciar as palavras em inglês que terminam em consoante?

A maioria das palavras em português terminam em vogais, uma característica que não encontramos no inglês, onde a maioria das palavras terminam com o som das consoantes.

Confira o vídeo e aplique os exercícios para melhorar sua pronúncia!

O material gratuito de hoje contem:

  1. Como melhorar nossa percepção das diferenças de pronúncia entre o português e o inglês.

Baixe ele aqui:

Desafio de Pronuncia em Inglês: O “e” no Final das Palavras em Inglês

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Você se vê diariamente com necessidade de se comunicar em inglês, mas só consegue usar o BRenglish?

O que é o BRenglish? O nome já não te deu nenhuma pista?

O BRenglish é aquele jeito de falar inglês que afeta principalmente a pronúncia do inglês brasileiro (o BR-english) e que criam uma série de mal-entendidos, que são a origem dos sentimentos de vergonha e insegurança quando você está falando inglês.

Veja no vídeo você mesmo:

O material gratuito de hoje contem:

  1. Prática para treinar a pronuncia das palavras com “e” no final;
  2. Encontro de consoantes. Exercício para aprender a pronuncia correta.

Baixe os exercícios aqui:

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