Brenglish: o que diz um americano?

O que todo mundo tem de saber sobre a pronúncia do inglês brasileiro

“Não consigo entender quando vejo um filme, quando falam em inglês comigo.”

Já parou para pensar que tem um motivo para isso? Que “porque é difícil” não é motivo suficiente e não explica nada – e que uma explicação existe, sim? O áudio que este post apresenta revela a opinião que um professor americano de inglês tem sobre a pronúncia dos brasileiros. Mas não para por ai – além da opinião de quem diz que é difícil entender a gente falando, o áudio mostra por que isso acontece. E posso apostar que você não sabe.

Além da preciosa dica que o áudio vai te dar, resolvi tratar esse conteúdo como algo que você pode usar para aprender um pouco mais do idioma. Portanto você tem acesso ao áudio com o transcrito, e pode ouvir e repetir e entender cada palavra com o apoio da leitura.

Antes de ouvir, porém, é preciso que você pense um pouco sobre os tópicos a seguir. Eles vão te preparar para entender melhor do que estamos falando nesse diálogo, que aponta a principal dificuldade do falante brasileiro de inglês. O áudio foi retirado de uma entrevista que fiz como parte de um serviço de consultoria a uma empresa cliente. Entrevistei professores de várias escolas, dentro e fora do Brasil, e aproveitei a conversa com esse professor para investigar como um americano nos vê e que dificuldades ele encontra para se comunicar conosco.

Aproveite a oportunidade de ter acesso a uma opinião informada, vinda direto da fonte, de quem realmente entende do assunto e que está do outro lado da comunicação!

Aqui está o que você precisa considerar antes de acessar o áudio:

Cada língua tem um sistema de pronúncia próprio. Quando não conhecemos as diferenças entre os sistemas das línguas, levamos para a outra língua, que mal conhecemos, práticas e jeitos de dizer as coisas que não são próprios dela e que interferem na maneira como nos entendem (ou, por isso mesmo, não entendem).

“Não consigo entender inglês” é problema para muita gente. Poucos sabem, porém, que não conseguir entender tem a ver com não saber pronunciar. Quem pronuncia certo, ouve certo.

A pronúncia de um idioma será a “mesma” para todos os seus usuários, considerados de acordo com sua região (no caso de falantes nativos). As pessoas da Califórnia ou Nova Zelândia ou Escócia compartilham, em suas diferentes comunidades, o mesmo jeito de falar inglês (sotaque). Mas com todas as particularidades de cada comunidade, existe uma universalidade, um padrão básico de características sonoras da língua que não muda e do qual depende a boa compreensão da mesma.

Para melhorar a pronúncia é preciso pronunciar. Repetir, repetir, repetir. Imitar, imitar, imitar.

Em inglês as sílabas das palavras não são divididas como em português. O que orienta sua separação é a forma de pronunciar e não as combinações das letras. Veja a tabela abaixo.

Fonte: SCHUMACHER, Cristina. WHITE, Philip e ZANETTINI, Marta pjtk2ni. Guia de Pronúncia do Inglês para Brasileiros. Clique aqui para adquirir o seu ebook.

 

E por fim, algo que você deve sempre lembrar: aplicar atenção ao que estamos fazendo é fundamental. Repetir sem prestar atenção é inútil. Assim como é inútil agir mecanicamente na vida – inútil no sentido de que a vida, mecanicamente, não é vivida, senão apenas passamos por ela – também é inútil repetir mecanicamente e sem prestar atenção ao que acontece.

Consciência serve pra tudo. It is the one “thing” that fits all… Por que que para aprender a pronúncia do inglês seria diferente? A atenção deve estar presente para gerar consciência, que por sua vez faz a prática ter sentido.
Ouça aqui uma parte do áudio e leia o transcrito a seguir.


Ryan: I want to give my students the tools the things that they need so that they can keep learning on their own, because you can’t have a teachr for your whole life.
Cristina: (laughs) A portable teacher that will help you say things whenever you need it… No. That’s right. Uhu. Do you have many Brazilian students?
Ryan: Um, now that… I live in Colombia…
Uhu.
Ryan: So now because of the time frame, the schedule, I’m starting to have more Brazilian students.
Cristina: Yeah, and have you had the opportunity to form an opinion about how… like something that is common, that you find common to all Brazilian students
Ryan: Well, I think, one think that I have noticed is… and I don’t know why but I think the Brazilian accent is….

 

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