Palavras novas: três métodos comprovados para memorizar

É ou não é que a gente seguidamente não lembra de uma palavra? Achamos que aprendemos mas na prática ela não vem ao nosso cerebrozinho na hora em que tem de vir. E não a usamos, não falamos, o que na prática significa que não sabemos!

Neste post vou ajudar você a conseguir memorizar palavras novas. Eu uso essas técnicas em outras línguas que eu falo, em línguas que aprendo e na língua que ensino também, que é o inglês.

Estávamos o Brad, meus filhos e eu fazendo uma viagem até a região do Lake Taupo, na Nova Zelândia. Fiquei curiosa sobre o lago, que aliás é mágico com seu leito naturalmente aquecido e suas águas transparentes.

O assunto enveredou por falar de rios e todas essas águas planetárias… E eis que eu estava novamente tropeçando em uma daquelas palavras que eu nunca lembrava: desaguar. Com quando a gente diz que o rio desagua no mar.

Não conseguia lembrar como dizer que o rio desaguava no mar. Lembrava em alemão, imagina, mas não em inglês. E olha que münden, “desaguar” em alemão, tem dentro a palavra Mund, boca. E você já vai entender porque me surpreendeu que mesmo assim eu não lembrasse em inglês.

Era aquela torturinha mental aguda, persistente.

Gente, como é que se diz isso mesmo?

Expliquei e o Brad me lembrou. Dai eu comecei a repetir as palavras, em uma frase.

‘The river mouths into the sea.’

Devo ter dito isso para mim mesma umas 100 vezes, no mínimo.

E fora o fato de que deixei o povo dentro do carro meio traumatizado, a ponto de pedirem pra eu parar, agora quando eu penso em um rio, no movimento de desaguar, adivinha o que acontece? O cérebro bem-mandado repete mentalmente ‘The river mouths into the sea.’

Pode ser flow into, ou run into. São usos inclusive mais frequentes, mas eu queria essa imagem da “boca”, que o uso de flow e run não indicam.

Repetição

Essa é uma das técnicas. Repetir a palavra nova em voz alta uma quantidade absurda de vezes.

But there’s a catch here: tem de repetir a palavra em uma frase, e de preferência que a frase seja daquelas que tem relação com alguma coisa importante para você.

Se eu tivesse ficado repetindo apenas “mouth into” ou “to mouth into” não teria dado para o meu cérebro as condições necessárias para ele fazer as relações dele lá, internamente, e ligar as coisas em um todo que fizesse sentido. Pois é isso que permite à memória ser acionada.

Para memorizar: repita, repita, repita.

Associação

Sabe aquela planta linda que tem nas florestas tropicais e que lembra um feixe de verdes com um miolo colorido? Durante anos eu ficava tentando lembrar o nome d bendita.

Bromélia. Bromélia. Bromélia.

E nada. Andava nas trilhas, via a tal planta. E toda aquele ginástica “neuronal” dava em nada.

Até que um amigo fez uma associação para mim, que funciona ate hoje. Ele disse:

– Para lembrar o nome da planta, Bromélia, lembra sempre de como se diz para “não fazer graça” com a gente em espanhol, “no bromees”. E o brom- de “bromees” vai te fazer lembrar da bromélia, porque ambas as palavras começam do mesmo jeito.

E não é que funcionou e funciona até hoje?

Vejo bromélias e digo, “olha que linda essa bromélia!” (depois de dizer mentalmente “no bromees”…)

Broméia bromélia, bromélia. Acesso permanente à palavra com a associação de “no bromees”. Por que funcionou tão bem na ocasião? Era uma “memória forte” pois brincávamos de dizer isso, imitando nossos vizinhos hispano-hablantes no Cone Sul.

Então, quando você fizer associação, pode não ter nada a ver em sentido, como aliás é o caso da “bromélia” e do “no bromees”, mas tem de ter alguma coisa que leva ao que você quer lembrar, uma associação direta ou indireta por som, cor, letra, memória de uma memória.

Tudo funciona, desde que seja pessoal, histórico, seu.

Aliás, gente, isso tem nome. É mnemonics, ou mnemônica, e está em uso há séculos, literalmente. Aqui neste link tem exemplos legais da técnica usada para memorizar conteúdos de estudos, dentre outros.

O caderninho

É simples assim. Um caderninho ou cartões de papel de maior gramatura, para levar no bolso e fazer anotações.

Podem ser anotações de vocabulário. Aqui é um verso da Bíblia em hebraico.

Aqui é um phrasal verb que ouvi numa frase e anotei para memorizar.

Podem ser anotações de pronúncia. Eu nunca tinha me dado conta da pronúncia de hind- em hindsight.

Lembrando sempre que a pronúncia de inglês não precisa ser assim com nos deram a entender, de que a gente tem de aprender a falar as palavras separadamente. Um pouco do mistério procede, sim. Explico neste artigo como e porque que às vezes ou a gente conhece a palavra e pronuncia certo ou passa por tolinho ou tolinha e fala bobagem.

Mas isso só se aplica em poucos casos. A pronúncia do inglês tem montes de traços que se repetem, e montes de particularidades que para nós que falamos português são novidades absolutas. Eu falo nessas particularidades e quase sempre escuto o mesmo comentário:

– Nunca tinham me dito isso.

Não inventei nada, mas esse jeito de olhar para a pronúncia tem o poder de revelar o que afinal estamos fazendo que faz com que a gente não seja compreendido. E mais: como ser compreendido. E como entender mais e melhor. Achei que tinha de entregar esse conteúdo de forma mais prática do que no nosso livro, Guia de Pronuncia de Inglês para Brasileiros e reuni esses traços no meu Curso de Pronúncia de inglês para brasileiros online.

Montei um “lego” com os sons, as palavras, as frases. Três formas de entender e melhorar a pronúncia. Caracteres fonéticos e conteúdo chato não entram!

Então vamos ver como vai ficar sua memorização daqui pra frente. Compartilhe aqui como você faz para memorizar as palavras, e se as minhas sugestões te ajudaram.

Vamos ver como podemos colocar esses cérebros pra fazer o que a gente quer que eles façam!

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